quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Elas são todas iguais

Chegam devagarinho pra não tomar tanto espaço. De forma aguda, porém singela, pra não incomodar tanto. Se apresenta em nossas vidas nos momentos menos apropriados e mesmo assim exigem passagem. Por mais maduro e preparado serei uma presa fácil diante de seus encantos e sedução.  
Com o passar do tempo sua presença só aumenta. Ela já domina meus sentindos mais humanos e meu caminho torna-se um labirinto sem volta. No ápice do seu ato inicia-se o processo de abandono. A solidão nos conforta num escurinho agradável e que seja o mais silencioso quanto possível. Remédios? Sim, são sempre bem vindos. No estado mais catatônico vejo uma luz sem dor. Num raro momento de consciência ergo a cabeça e redescubro a vida. Curado, mas ainda com sintomas de um trauma e à espera do próximo tombo. Definitivamente, elas são todas iguais.
Malditas enxaquecas!






terça-feira, 14 de agosto de 2012

Uma questão de análise


É estranho como em vários momentos da vida estamos atrás ou pensando em ter alguma coisa. Eu sempre me indago quando isso acontece. Mesmo quando está tudo bem, ainda sim bate no peito aquele leve incômodo: “Está faltando alguma coisa”. Isso sempre me chamou a atenção. Será essa vontade insaciável do ser humano em sempre buscar o que buscar?! Temos que procurar alguma coisa e quando não sabemos o que é... Incômodo neles! Complicado entender. Acho que é por isso que eu sempre quis ser psicólogo. Deve ser mais fácil resolver as coisas dos outros. As nossas? Deixe que os outros resolvam!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tudo novo de novo

Quando entramos na rotina do dia a dia passamos a não mais perceber pequeninas coisas que de uma hora pra outra se agigantam. Um simples nascer de um novo dia, por mais normal que seja, deve ser sempre agraciado com um "muito obrigado". Poder recomeçar, acertar, errar, mas ter a possibilidade exclusiva de viver tudo novo de novo.

"Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos" (P.M)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Navegador Solitário

"Pensando bem, que mais poderia alguém no mundo desejar do que olhar nos olhos das baleias, conversar com as gaivotas sobre azimutes da vida, procurando durante cem dias e cem noites um único objetivo e, subtamente, tê-lo diantes dos olhos, ao alcance dos pés, numa tranquila tarde de terça-feira?"

"CEM DIAS ENTRE CÉU E MAR", Amyr Klink - É o típico livro companheiro de todas as horas com direito a repeteco. A história é do navegador solitário, que realiza a incrível e inédita façanha de atravessar o Atlântico Sul (7000 km) a bordo de um barco a remos de seis metros de comprimento.
Um diário de ensinamentos que aborda a verdade no trabalho, garra, preparo mental, esforço e paciência. Mais uma lição deixada por Amyr nesse apaixonante livro.
Muito recomendado.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um artista completo

"Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era..." (A Seta e o Alvo)

Músico inciado aos 13 anos de idade, quando começou a tocar violão, Paulo Corrêa de Araujo, também é conhecido por Moska ou Paulinho Moska. Cantor, compositor, apresentador e ator.
A música, texto ou poema nos atinge em momentos certos. Sem intenção alguma, como num toque de mágica, nos expõe uma verdade nua e crua de nossas vidas. Na maioria das vezes compostas por terceiros que mal imaginam sua existência.
Coincidência? Não. Dúvido!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Banalização do "Eu te amo"

Gosto muito dos pequenos sinais que a vida nos dá. Pelo menos quatro anos mais novo já havia visto a banalização do dizer "eu te amo" dentro dos relacionamentos. Às vezes via casais recém formados encher a boca pra falar um "Eu Te Amo". Não que seja impossível e muito menos que eu duvide do amor imediato, mas muitas das vezes ficou no ar uma certa banalização do dizer: Eu te amo.O amor deve ser tratado sempre como uma dádiva. Uma conquista diária muito comemorada quando alcançada. Não entregue seu "amor" por uma simples palavra em vão, pois esse é seu bem maior na vida. 
 Pela manhã dei de cara com o seguinte texto:
"Quem ama não desiste, não trai, não mente. Quem ama é paciente, confia, entende. Amar é virtude que poucos tem". (R.R.)

domingo, 5 de agosto de 2012

Encrenca Matinal

Tem uma música do Cazuza que começa com uma frase bem legal: "Hoje eu acordei querendo encrenca". Uma pequena confusão sadia pediu espaço na minha cabeça assim que abri os olhos.
Coisa de recomeço rebelde mesmo. Nada melhor que uma boa referência.
Feliz domingo.