sábado, 25 de agosto de 2012

Tempo Rei

 
"Não me iludo, tudo permanecerá de um jeito
Que tem sido, transcorrendo, transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
(...) Água mole, pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento..."(G.G)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Um dia me disseram

  Certa vez me disseram que eu levava jeito pra escrita. Nunca acreditei muito nisso. Quando criança só queria saber de jogar bola e ouvir música. A dúvida pairava naquela cabeça ainda tão infantil: jogador de futebol ou músico. 
  Segui o mundo do jornalismo. Ainda perto do futebol comecei a traçar minhas primeiras linhas. Até que um dia conheci um diplomata, poeta e boêmio. Um tal de Vinícius de Moraes. Amor à primeira vista. Ficava impressionado com a sua capacidade de expor sentimentos tão reservados de uma forma tão poética e de fácil compreensão. 
  A música logo invadiu minha vida e com ela a escrita caminhou junto. Cheguei a ouvir, novamente, que levava jeito pra ser poeta. Tipo uma profissão, sabe. Faz o que da vida? Sou poeta! Soava estranho pros dias de hoje e muito pesado aceitar tal "adjetivo".  Talvez ainda seja assim...
   Só que hoje vejo de uma forma diferente. Acredito que no nosso íntimo todos somos poetas. A poesia é a capacidade de externar as sensações mais profundas e vomitá-las de maneira sensata. Ser honesto com a sua cabeça, mão e caneta - ainda não me convenci do teclado.   
  Conhecer o poeta dentro de você é uma experiência incrível de autoconhecimento e crescimento. Então pra quê reprimi-lo?
  Essa profissão, mesmo que não remunerada, é a maior riqueza que posso ter. E essa ninguém me tira.  

Gilberto Gil e a Corticóide

No alto de seus setenta anos, Gilberto Gil encanta até quando não canta. Não só por sua arte, música e energia, mas principalmente pelo carisma conquistado ao longo de sua carreira. Pensar em Gil é lembrar da alegria, sorriso e diversão. O sotaque característico do baiano nascido em Salvador apimenta todos os adjetivos citados acima.
Ontem, em Brasília, a expectativa era enorme. Novo show. Novos arranjos. A Máquina de Ritmo. Gilberto Gil e a Orquestra Sinfônica da Bahia. Produção musical e arranjos do próprio. A sala Villa Lobos, do Teatro Nacional, lotada. Jovens, idosos, crianças à espera da movimentação do som. A cortina se abre. Um cenário lindo e ao centro, Gilberto Gil. Seu primeiro acorde vocal foi estranho. Não reconheci aquele agudo limpo característico da sua voz. Com o decorrer da música ficou claro que algo não estava legal. Gilberto Gil estava completamente rouco.
Ao término da canção, com a voz muito falhada, ele explicou: "Estou tentado melhorar desde de manhã. Fui pego de surpresa e não consigo cantar. Fui tratado por um médido muito simpatico da cidade, mas não adiantou". Muito decepcionado voltou a conversar com a platéia. "Não seria justo com vocês eu insistir nesse show. Assumo a responsabilidade de voltar e mostrar esse trabalho maravilhoso e merecedor de aplausos". Gil ainda se esforçou em mais três músicas e saiu ovacionado pelo púbilco brasiliense que calorosamente agradeceu sua presença e, principalmente, atitude. 
Com mais de quarenta anos de carreira Gil motrou o que é ter humildade, peito e repeito por seus admiradores. Não poderia esperar nada de diferente. Apenas apontei meu dedo em direção ao palco e pensei com um sorriso de canto de boca:  "É... Esse é o Gil". Me levantei orgulhoso e fui embora.
Meu ingresso?! Está no bolso à espera ansiosa de seu retorno.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Diferença

Diferença; do latim differentĭa. Caráter que distingue um ser de outro ser, uma coisa de outra coisa.
Falta de igualdade ou de semelhança. Ponto sobre o qual não se concorda.
Possui nove letras, duas vogais e cinco consoantes. 

A diferença, entre duas pessoas, quando atinge um nível "insuportável" - na visão e opinião de cada qual - deve ser levada em consideração. E como isso pesa, não?! A luta contra a mesma se torna perdida. As repostas se mascaram num deleite confuso e altamente contraditório. É tempo que segue paralelamente àquela velha busca insaciável por novas diferenças.
Afinal, tá aí a graça da vida. 

"Eu não sou da sua rua,
Eu não sou o seu vizinho,
Eu moro muito longe, sozinho.
Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é meu,
Esse mundo não é seu" (Arnaldo Antunes / Branco Mello)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sir. Robert Plant

Hoje é o aniversário de uma das grandes estrelas da música mundial. Sobrevivente de uma época onde poucos resistiram Robert Plant comemora seus 64 anos.
Atuou como vocalista em diversas bandas, mas o seu trabalho mais reconhecido é nos vocais agudos do Led Zeppelin, que dispensa apresentações, é claro!
De acordo com colunistas do "O Globo" e materia da Rolling Stone Brazil é dado como certa a vinda do vocalista para o Brasil, em outubro. A jam intitulada "Sensational Space Shifters", estará em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre.
Pra quem curte, uma bela oportunidade de ver o figura. Por tanto, fiquem atentos!

domingo, 19 de agosto de 2012

Toque

Li esses dias de uma amiga e achei por bem passar a diante uma mensagem legal:

"..Sempre se lembre que o Tempo Cura, que A mágoa passa, que A decepção não mata, que O Hoje é reflexo do ontem, que Os verdadeiros amigos permanecem, e Os Falsos um dia vão embora. Que a dor fortalece, e que Sonhar não é fantasiar. Que a beleza não esta no que vemos,e sim no que sentimos, e que VIVER é simplesmente Sensacional...Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto,a vida é para quem é corajoso o suficiente para se Arriscar e Humilde o bastante para aprender. E o mais importante: Abra seus braços para as mudanças, mas jamais abra mão de seus verdadeiros valores.." Deus Abençoe. (Fê Faro)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Mundo É Um Moinho

Daqui a pouco faço uma apresentação no projeto Cazuza In Concert, em Brasília. Um tributo ao poeta no qual já realizo há quatro anos. Momentos em que me torno um personagem, me divirto e recrio uma atmosfera oitentista rebelde. Bom pra mente, bom pro corpo.
Hoje, diferentemente de outras apresentações, farei algo mais acústico e intimista. Com citações de textos e poesias costurado por músicas do Cazuza.
Não poderia ficar de fora um clássico da música popular brasíleira: O Mundo É Um Moinho. Uma canção do cantor e compositor Cartola gravada por ele em 1976.Reza a lenda que ele teria composto para sua enteada, Creusa, filha de Dona Zica, sua esposa, ao descobrir que ela, em um momento de revolta e desvario, tinha optado pelo meretrício, tornando-se uma meretriz ou, em outras versões, optado por sair de casa, para morar com um namorado anos mais velho que ela. 

"... Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és..." (Cartola)