terça-feira, 9 de abril de 2013

A noite


  Hoje li um texto na internet que chamou minha atenção. Nada que fosse inédito, mas gostei do formato claro que foi dito. Depois da leitura fiquei me perguntando se estamos ligeiramente despreparados para certas situações, se isso tudo é um processo natural ou se é apenas uma questão cultural. Não consegui chegar a uma resposta muito concreta.
   As linhas do autor desconhecido falavam a respeito das noitadas, baladas, nights, estrondas e etc. Da forma como elas podem ser falsas dependendo do ponto de vista de quem a vê. "... Onde máscaras valem mais do que expressões, garrafas de bebida valem mais do que apertos de mão e companhias falsas valem mais do que uma conversa sincera com a menina menos atraente da festa", comentou no texto.
  Fato é que todo início de relação é baseado numa dependência de interesse. Seja ela positiva ou não. A beleza, o tesão, a conquista, o dinheiro, uma boa conversa, o status, o limite do cartão e o charme são algumas das possíveis e diferentes ferramentas usadas neste campo de batalha. Dependendo da arma utilizada cabe exclusivamente ao combatente saber, preferencialmente com a cabeça pensante, que tipo de "adversária" será atraída. A guerra se torna um pouco menos falsa. Como disse o ex-jogador Vampeta: "Vocês fingem que pagam e eu finjo que jogo". A filosofia até pode vir a ser essa. 
  Não estou dizendo que o amor da sua vida não pode estar numa balada e muito menos que tudo isso é uma regra sem exceção. Acredito fielmente no amor, na conquista verdadeira, no romance e na paixão. Acredito também que encontrá-lo em certos ambientes é mais difícil que ver nota de cem. Então adapte-se! Como um bom e esperto camaleão. 
  A grande conclusão que podemos chegar é que nada possui fórmula definida e correta. Em busca ou não do grande amor use suas armas. Aquela que Deus lhe deu e que está exclusivamente a seu alcance. Seja ela apenas um bom papo, inteligência e aquele velho sorriso charmoso ou um cartão de crédito gordo e um cavalo estampado na camisa. E não se engane. Como já dizia o sábio chinês-baiano: "A noite é linda e cheia de encantos, mas você atrai aquilo que você transmite. Clássico é clássico e vice-versa!".              

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Seu Dia!

  Hoje, o garoto do Rio seria um coroa do Rio. Não sei se no "Rock´n Geral" como um Jagger ou mais "Medieval" como a turma da MPB. Difícil adivinhar. Uma coisa é certa; estaria no barulho. "O Tempo não Pára" e alguns anos se passaram desde os anos oitenta. Muita coisa mudou. Outras nem tanto. O mesmo garoto não estranharia tanto a festa pobre da "Burguesia" do seu "Brasil" versão 2013.  
  Ele deixou seu legado. Falou sobre amor, protestou com ironia única e viveu a "Inocência do Prazer". Tornou-se ícone de uma geração. Não acredito ser "Exagerado" nas minhas palavras. Muitos vão discordar. Dizer que ele pode apenas ter sido um "Sub-Produto do Rock" e como pessoa uma "Menina Mimada". Suas atitudes e personalidade o fizeram pegar um "Trem pras Estrelas". Precoce e realmente muito novo. Portador de uma doença que hoje não o levaria como "Cobaias de Deus". Tenho certeza. Seu excesso foi seu "Ponto Fraco".
  Não estou aqui para escrever a respeito da sua "Ideologia", erros ou acerto. Isso não "Faz Parte do Meu Show". Prefiro, neste dia quatro de abril de 2013, reverenciar seus 55 anos completados. Essa seria a idade do "Maior Abandonado" Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza. 
Lembro daquela menina que me pedia com "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" para que eu escutasse, lesse e conhecesse a obra do Caju. Hoje, mais que agradeço sua influência.
  Por "Quase Um Segundo" achei que não fosse conseguir terminar. Eu me conheço. Não levantaria dessa cadeira por nada, assim como um bêbado que não deixa de passear "De Bar em Bar" sem causar "Mal Nenhum" a ninguém. Comecei a escrever ontem e pedi "Pro Dia Nascer Feliz", cheio de alegria, blues, risadas, rock, amores, bossa e cercado por pessoas queridas. "Nada Nesse Mundo É Nunca Mais". E que assim seja!  
  Parabéns pelo seu dia!

terça-feira, 19 de março de 2013

Culpado

  "Eu, homem criado, nascido e crescido. Sob céu e solo abençoado. Nas veias o estilo: Bem dado, guardado e regado. À espera; Lastimável... À espera do quê? Saia, veja e desenvolva. Não pare, não pisque e não morra. Na gangorra do sim e do não. Suba! O bem, a paz e o clarear. Desejos de um artista. O dom. O dom de todos os artistas. Afinal, somos todos artistas. Que vivamos as cenas do hoje. Do ontem? Já passou. Amanhã? Só sei que não sei. Você? Acorda! Viajou? Na hipnose falada das letras ou num swing implacável de um som? 
  Nós, cambadas de animais superdesenvolvidos. Que pena que pensamos. Ferozes... Somos reis e rainhas numa Terra onde estranhos dominam. Mesma Terra que corre e corre todos os dias. E onde pararemos? Torres gêmeas, Maracanã. Guerra Santa, Santa?! Ou Vietnã. Terroristas e tupinambás. A bíblia? O que dirá Alá, sei lá. Não sei nem mais o que pensar o que dirá falar.
   Resumo em suma, senhoras e senhores: O crescimento nos suga. E eu, criança à espera sob céu e solo do caus avanço. Jaz aqui, póstumas palavras de um ser culpado".

terça-feira, 12 de março de 2013

Linhas Tortas

- "Ei! Ei! Parado você aí.
- Quem, eu?!
- É! Você mesmo. Vai pra onde?
- Vou trabalhar.
- O que que é isso aí, é droga?
- Não! Mas faz quem usa viajar.
- É o que? Arma?
- Não, mas faz quem usa ser mais forte.
- O que que você vai fazer com isso?
- Eu vendo isso. Pra quem tem o poder de compra dos que não podem comprar. Ajudam a aplicar no povo e explicam o modo de usar. Eu vendo livros, cara.
- É um bom negócio?
- Honesto e bom, pode crer! E a melhor parte é poder entregar sabendo que alguém vai ler. Tem gente que escreve por ego ou só pra fazer firula. O meu texto é simples e sincero. É tinta que sai da medula. Chuto as palavras pra fora e elas que vem me buscar.
- Ahn... Entendi. Hum.. E quanto é? Me vê um aê. Me vê um desse aí!
- É 35,00...".

Linhas Tortas - O Pensador, Gabriel.

Doce

Doce como a vida um fruto do amor
Sorte que não mente presente perfume de uma flor
Olhos delicados
O seu sorriso me mandou
Uma mensagem 
Vinda feito um anjo um santo protetor
Me perguntei:
Se ela vai voltar
Agora eu sei, sim sei
Que aquele lero tão honesto
Um blefe tão sincero
Um dia vai embora
Aquele beijo disfarçado
Você sempre ao meu lado
Um dia vai embora
Um dia vai embora
Doce...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ela


  Me viu crescer. Acompanha cada passo dessa jornada. De criança ao homem hoje formado aplaudiu meus acertos e me alertou para os erros. Fiel. Sempre ao meu lado. Nunca pestanejou para um pedido de necessidade. Quando, as mínimas vezes, deixada momentaneamente de lado, pediu carinho. Atendido de prontidão, claro. Pouco ciumenta. Se é? Esconde bem. Altruísta? Sem dúvida. Minha felicidade e de quem está a sua volta sempre em primeiro lugar. 
  Aceitou outras. Dividiu espaço sem nunca se preocupar. Pensou sempre na multiplicação e união do amor. Sem pedir nada em troca. Apenas por carinho, espírito e energia. Ela é assim. Num breve cair de lágrimas lá estava ela com seu colo de prontidão. Como um porto sempre em alerta.  "Vinte e seis horas" por dia.
  Somos do mesmo signo. Isso nos aproxima. Meu outro eu. Parecidos em diversos aspectos e diferentes em outros tantos. Coisa de outra vida. Um caso de amor que já perdura quase três décadas. 
  Num dia dedicado às mulheres não minto que muitas passaram pela cabeça. Cada qual com seu valor. Seja ele histórico, quase eterno ou meramente passageiro. Isso realmente não importa. Entretanto, ela é ela e ponto. Que fique claro e assim será. Não apenas nesta data inventada e sim por um todo jamais esquecido. 
  "... Moça dessas que, com seus dotes e seus dons, inspira parte dos compositores na arte das palavras e dos sons".  Mãe, só você que é todas elas juntas num só ser.
  Amor eterno. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

De olhos bem fechados


  Deixa passar. A bebida ajudou. Sem dúvida. Trouxe a dúvida. Prometeu pegar mais leve da próxima vez. O som dos Trilhos Urbanos ainda estava muito alto dentro daquele silêncio. Olhou para o espelho e na primeira mão d´água borrou-se inteira. Nessa hora a ressaca já dava o seu ar da graça. Tão cedo assim? Latente e pulsante! Momento de pouca paciência. Ausência dela. Menos palavras, menos gestos. A cabeça dói. O teto gira. Pior impossível. A voz não a acalma nem um pouco. Soa como pequenos insetinhos voadores abanando seus ouvidos. Pode parar? Não quero hoje. Na verdade, hoje não deu e por hoje já deu.          
  Após uma noite conturbada ela preferiu virar-se para o outro lado e dormir. Aquela companhia não era tão desejável para o momento, porém necessária. Gosto e cheiro lembravam sonhos antes não vividos. Eram estranhos. Mesmo com o calor do toque a sensação era de bruta solidão. Essa mesmo que a cada suspiro lhe arrancava pedaços de dentro. O jeito mesmo era adormecer. Esquecer e torcer para o tempo correr. Tic-tac tic-tac! O mais depressa possível. Com toda destreza e sabedoria que somente ele tem. A arte do acostumar-se sem esquecer. Do sofrer sem ter que perceber. Do sentir sem ver o mesmo passar. 
  Já está deitada. Um sussurro, uma voz doce e quase perfeita que diz:  "Então, façamos um trato? Sem pestanejar e de maneira sonolenta ela responde. "Sim Caetano. Trato feito".  
  De olhos bem fechados e até amanhã...